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Germanwings 9525, destino traçado

Segurança vs. Dignidade humana ι Quando um piloto de avião é muito mais do que um simples trabalhador

 

Germanwings 9525Todos ficamos chocados com o acidente do voo 9525 da Germanwings que se estrelou nos Alpes Franceses no dia 24 de Março de 2015 pelas 10.31 da manhã.

144 passageiros e 5 membros da tripulação foram vitimas de um copiloto que escolheu esse voo e dia para pôr um fim aos seus problemas e levar com ele 149 inocentes.

Entre os passageiros se encontravam dezasseis estudantes de secundaria, acompanhados de dois professores que voltavam para sua cidade depois de ter realizado um programa de intercâmbio na Catalunha, Espanha.


O destino de 149 pessoas e até certo ponto, da Germanwings, foi decidido por um empregado que tinha no passado mostrado sinais preocupantes. Lubitz, o copiloto tinha sido declarado inapto para exercer sua profissão por um médico mas Lubitz escondeu essa informação à sua empresa. As consequências dessa omissão levaram ao desastre que conhecemos.

Copiloto GermanwingsNa Alemanha, os atestados médicos não indicam a doença ou condição de uma pessoa. A Germanwings deve “confiar” na "honestidade" e "boa vontade" dos seus empregados na hora de medir os riscos que estes podem representar para a empresa e os seus clientes.

Encontrar o equilibro entre dignidade humana e a segurança da sociedade não é simples e muitas vezes nos encontramos num dilema. Onde acaba a dignidade humana, direito do trabalhador e começa o direito da empresa e neste caso, por consequente a segurança da sociedade.

Fora do debate sobre los limites dos direitos humanos e os direitos das empresas, num aspeto nos podemos pôr de acordo, uma empresa aérea não é uma empresa normal. A aviação tem caraterísticas e riscos específicos que devem ser tomados em consideração.

Estas empresas não só têm uma responsabilidade frente aos seus empregados, funcionários mas igualmente frente às pessoas que transporta. Estas empresas devem tomar as medidas que considera oportunas para proteger essas pessoas.


O polígrafo em recursos humanos das empresas aéreas

No passado tratamos o aspeto de utilizar o polígrafo em recursos humanos no Brasil. No Brasil não existe uma legislação que proíba sua utilização mas existem varias sentencias que não incentivam o seu uso. Com certeza a última foi a sentencia que condenou a American Airlines a pagar uma multa de um milhão de reais.

http://www.noticiasbr.com.br/american-airlines-tera-de-pagar-multa-de-r-1-milhao-por-uso-de-poligrafo-146410.html

 

Tratamos o caso específico de uma empresa de aviação porque é um caso que teve certa repercussão nos mídia brasileiros, no entanto, os argumentos também são válidos para outras indústrias. Anteriormente já tratamos estes casos e damos a uma lista argumentativa dos efeitos contra-produtivos de uma proibição indiscriminada como podem ver no seguinte artigo.


Neste articulo já chamávamos a atenção para os riscos adicionais que certas industrias e empresas assumem. Devemos dar a oportunidade a estas empresas de se proteger a elas e aos clientes que servem. Necessitamos de encontrar o equilíbrio entre a dignidade humana (do trabalhador) e a segurança e dignidade dos clientes.

Acidente aéreo GermanwingsDevemos ser exigentes com os procedimentos de recursos humanos das empresas, mas também ser justos com os processos que decidem utilizar e não discriminar entre meios, sempre e quando existe uma boa razão para ser aplicados.

Provavelmente o polígrafo não tivesse impedido a catástrofe que sucedeu com a Germanwings mas impossibilitar legalmente uma empresa proteger seus bens e seus clientes é demagogia populista.

Isto não só é verdade para o polígrafo mas também para qualquer outro instrumento, processo, sistema que venha proteger e contribuir à segurança da população e sociedade.


O que nos veio ensinar este acidente com a Germanwings é que não há forma 100% segura de impedir uma catástrofe. Também nos lecionou que empresas têm responsabilidades frente à sociedade e algumas empresas e industrias têm mais responsabilidade que outras.

A política e sociedade tem que aceitar esse debate entre segurança e liberdade do trabalhador, permitindo a primeira e preservando a segunda.

Devemos permitir às empresas procurar proteger seus ativos e suas responsabilidades sejam estas civis, criminais ou éticas.

Acidente GermanwingsDevemos cuidar os direitos do trabalhador mas assegurar-nos que este direito não vaia em contra da segurança da sociedade.

Devemos deixar pessoas adultos tomar decisões adultas. Não devemos intrometer-nos nas condições de prestações de serviços entre empresas e trabalhadores, sempre e quando estejam dentro de um limite razoável.

Concedamos a definição destes limites às partes e quando exista discordância entre as partes que procurem mediação externa, seja esta dentro do sistema jurídico ou por arbitragem previamente acordada.


O acidente aéreo da Germanwings foi uma verdadeira tragédia, no entanto, seria ainda muito mais trágico não refletir sobre ele.

Devemos procurar fazer todo o possível para impedir que isto volte a suceder e dar liberdade às empresas aéreas de definir os procedimentos que consideram adequados para tal fim. Devemos ser vigilantes com as práticas abusivas mas também constatar que algumas práticas são desejáveis e até necessários para o bem de todos.

 

Polígrafo Brasil
Confiança com ciência

 

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